Nova Versão do CadÚnico: o que muda para quem já está inscrito? | O Cadastro Único (CadÚnico), principal ferramenta para acesso a programas sociais no Brasil, passou por uma reformulação significativa. Com o novo sistema, a inclusão e atualização de dados se tornaram mais seguras, ágeis e integradas, facilitando o acesso de milhões de famílias aos benefícios oferecidos pelo governo.

Por que o Cadastro Único foi atualizado?
A modernização do CadÚnico atende a uma demanda crescente por integração de dados e combate a fraudes, além de otimizar o acesso dos cidadãos a programas sociais como o Bolsa Família, Auxílio Emergencial e benefícios voltados à população vulnerável.
Adoção do CPF como principal identificação
Uma das principais mudanças é a substituição do NIS (Número de Identificação Social) pelo CPF como chave principal do Cadastro Único. Essa alteração segue a Lei nº 14.534/2023, que estabelece o CPF como o número oficial de identificação nos bancos de dados públicos.
Essa transição traz vantagens como:
✔ Redução de erros cadastrais – A centralização dos dados no CPF aumenta a precisão das informações.
✔ Mais agilidade – O tempo de geração de identificadores como o NIS foi reduzido, sendo gerado automaticamente em até 72 horas após o cadastro inicial.
O que muda para quem já está inscrito?
Atualização do cadastro
Os dados das famílias já registradas no Cadastro Único foram migrados automaticamente para o novo sistema, sem necessidade de recadastramento. No entanto, é essencial manter as informações atualizadas, especialmente em caso de mudança de renda, endereço ou composição familiar.
O prazo máximo para atualização continua sendo de 24 meses, mas a atualização pode ser feita a qualquer momento quando houver alterações.
Documentação exigida
Agora, o CPF é obrigatório para todos os membros da família. Além disso, continuam sendo exigidos:
RG ou Certidão de Nascimento;
Comprovante de residência;
Documento oficial com foto, nos casos de famílias unipessoais (pessoas que moram sozinhas).
Como funciona o processo de inclusão?
Inscrição presencial
O Cadastro Único continua sendo feito presencialmente, nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) ou postos de atendimento municipais. Em áreas rurais e comunidades isoladas, equipes especializadas realizam mutirões e busca ativa, utilizando sistemas móveis para facilitar a inclusão.
Requisitos para quem mora sozinho
Pessoas que vivem sozinhas podem se cadastrar no sistema. Para isso, é necessário apresentar documentos com foto e assinar um Termo de Responsabilidade confirmando a condição de moradia individual.
Impacto para beneficiários do Bolsa Família
O Bolsa Família, um dos principais programas vinculados ao Cadastro Único, também foi adaptado às novas regras. As famílias beneficiárias serão convocadas para atualização cadastral a cada 18 a 24 meses, garantindo que os dados permaneçam corretos e compatíveis com o sistema atualizado.
Além disso, o cruzamento automatizado de informações como renda formal e benefícios previdenciários tornará o processo mais rápido e confiável, reduzindo inconsistências e prevenindo fraudes.
Mais tecnologia e controle para evitar fraudes
O novo sistema do Cadastro Único incorpora tecnologias avançadas para monitoramento e gestão de riscos. Entre os avanços estão:
- Gestão de acessos – Controle rigoroso sobre operadores cadastrados.
- Monitoramento de fraudes – Análises inteligentes para identificar inconsistências ou registros duplicados.
- Integração com CNIS – Dados sobre renda formal e benefícios previdenciários serão automaticamente incorporados, tornando o sistema mais eficiente.
Essas melhorias garantem que os recursos dos programas sociais sejam direcionados com mais precisão, beneficiando quem realmente precisa e reforçando o compromisso do governo com a transparência e a justiça social.